quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dia do Obrigado


Digamos Obrigado
Sempre que for
imprescindível, gentil, necessário, preciso, imperioso, indispensável.

Melhor ainda dizermos  por amabilidade.

Evitar dizê-lo  
determinado ou ainda,
forçado, contrariado, sujeito, 

Digamos sempre Obrigado,
na gentileza, no amor.
Em tudo que nos revela
o pleno reconhecimento do outro.

                                Aureliano


Pesquisa dos significados:  
https://www.sinonimos.com.br/obrigado/

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Abra a porta do Ano Novo



                                                           Muito além de uma porta



         Se você encontrar uma porta à sua frente, poderá abri-la ou não. Se você abrir aporta, poderá ou não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida,o titubeio ou o medo. Se você venceu, você deu um grande passo: nesta sala vive-se! Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre. O grande segredo   é saber quando e qual porta deve ser aberta.

          A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em a certos quando, com eles, se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno.

            A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas.

       A vida enriquece pra quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e, generosamente, oferece afortunadas portas.

         Mas a vida também pode ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta terá sempre a mesma porta pela sua frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia cromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida.

              Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens.



                                  TIBA, Içami . Amor, Felicidade & Cia. Editora Gente, 1998.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Feliz Natal !

                         


Que o menino Jesus ilumine o Natal com a esperança de dias melhores e momentos especiais em sua vida. Que Ele ilumine sua família para que jamais esqueçam que a compreensão é a base de tudo. Que este Natal seja mais do que uma festa, seja a celebração de um recomeço cheio de paz e amor entre os homens de boa vontade. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

Imagem : Natalia  Ivanova


                                           

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Leitura

Imagem Web

Gênero Crônica


EMEF Prof Fernando Pantaleão

ATIVIDADES COM TEXTO -  Gênero  CRÔNICA - 8° ANO -  4º Bimestre/2017


O homem trocado

(Luís Fernando Veríssimo)

O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito – diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação…
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos…
E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e…
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem…
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? – perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?

Analisando a crônica

1 - Os trechos abaixo apresentam três momentos do texto. Coloque esses momentos na ordem em que eles aparecem no texto.

A-   Retorno à situação inicial e apresentação do elemento surpresa que desencadeia o humor.

B-   Relato detalhado da série de enganos pelos quais passou o personagem, desde o nascimento até o momento atual.

C-   Apresentação dos personagens que dialogam e da indicação do lugar onde eles estão.

2- O que deu errado em cada um destes momentos da vida do narrador?
No nascimento  -  No registro do nome  -  Na escola  -  No vestibular  - No casamento

3- Os problemas vividos pelo personagem da crônica são todos improváveis, absurdos?

4- O personagem narra fatos desagradáveis ocorridos em sua vida mas, em certo momento deixamos de nos compadecer e passamos a rir dos acontecimentos. O que provoca esse efeito?


5- Que elementos o cronista utilizou para gerar humor no texto?

sábado, 25 de novembro de 2017

Leitura e Análise Textual



EMEF Prof Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa  - Atividade Avaliativa – Leitura e Análise Textual  - 8º Ano – 4º Bimestre / 2017

Leia a crônica abaixo e responda as questões:

Quero voltar a confiar!
Arnaldo Jabor


Fui criado com princípios morais comuns: Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror…
Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão. Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores…
O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo? Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER”. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã! E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases.
Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?... Precisamos tentar… Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem… Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!


1) Qual o assunto do texto?

2) De acordo com o autor quais são os princípios morais comuns?

3) Percebemos uma enorme preocupação do autor com o futuro. O que as futuras gerações podem enfrentar?

4)  Na frase: “Tínhamos medo apenas medo do escuro...” (l.5) a palavra sublinhada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por: 

a) Pelo menos.       b) Somente.             c) Também.              d) Ainda.


 5) Ao utilizar a expressão “olhar olho-no-olho” o autor sugere quais valores que estão sendo deixados de lado?

6) Nos trechos abaixo coloque O para opinião e F para fato: (D10)
a) (   ) “... celulares nas mochilas...” (l.10,11)
b) (   ) “Pagar dívidas em dia é ser tonto.” (l.9)
c) (   ) “comerciantes ameaçados por traficantes.” (l.11)
d) (   ) “Abaixo o “TER”, viva o “SER”. (l.19)
e) (   ) “...Quero ter de volta o meu mundo simples e comum.” (l.21)

Leia e depois responda:
                                                                 SUPERAÇÃO

              Podemos passar inúmeras dificuldades, e ter de batalhar muito para alcançar certos objetivos e, ainda assim, morrermos na praia.
              Podemos deixarmo-nos consumir pelo trabalho, e perder noites de sono ou deixar de passar finais de semana com a família apenas por que temos extrema necessidade de conseguir recursos para mantermos uma vida digna, ou amargarmos um período obscuro de desemprego.
              Podemos assistir a injustiça bater à nossa porta e perceber, infelizmente, que em algumas ocasiões não há absolutamente nada a fazer.
              Podemos chorar com o coração partido a perda da pessoa amada ou de um ente querido.
              Podemos, por tanta coisa negativa que aconteça, julgarmos que tudo sempre dar errado conosco e maldizermos nossa sorte.
              Depois de tudo isto até podemos deixar passar pela cabeça a estúpida ideia de fazer uma grande besteira consigo mesmo, desde que seja exatamente assim:que tal ideia passe – e nunca mais volte, por que a Vida é Superação!
              Nós não nascemos andando, não nascemos falando, nem pensando tanta bobagem - e o que não podemos em hipótese alguma é perdermos o ânimo, o espírito, e nossa capacidade de amar, de se superar e de viver!                                                                                                                                                     (Augusto Branco)

7) Segundo o autor, “Superação” consiste em:

A) podermos assistir a injustiça bater à nossa porta.
B) não perdermos o ânimo, o espírito, e nossa capacidade de amar.
C) chorarmos com o coração partido a perda da pessoa amada ou de um ente querido.
D) julgarmos que tudo sempre dar errado conosco e maldizermos nossa sorte.




NOSSO MUNDO

                        Heloisa Seixas

Em um pacato subúrbio americano, de gramados e cercas baixas, está a casa. Uma casa de subúrbio qualquer. De madeira, pintada de branco, com porta dupla, de tela, e cortinas de tecido fino nas janelas. O cenário está vazio de seres humanos e tudo parece normal.
Até que percebemos, no gramado, junto ao pequeno caminho de cimento que vai dar na porta principal – a caixa.  É uma caixa de papelão de tamanho médio, daquelas em que normalmente vêm acondicionados os fornos de micro-ondas ou qualquer outro eletrodoméstico parecido.
O silêncio e também a falta de outros seres humanos em volta começam a nos inquietar. Alguma coisa muito incomum aconteceu. Uma epidemia que ameaça se espalhar, alguma contaminação terrível – o que será?
O “astronauta” chega mais perto. Em seguida, vira-se e faz um gesto, provavelmente para seus superiores. Vemos, através do visor de seu capacete, que ele fala alguma coisa, com toda a certeza se comunica com os outros membros da equipe. Entramos na frequência, estamos agora ouvindo o que eles dizem. Discutem, através do rádio acoplado ao capacete, se a caixa deve ou não ser explodida, por uma questão de segurança.
Mas nesse instante o “astronauta” vira-se e faz um gesto de “esperem!”.
Aproxima-se, abaixa-se. Tira fora o capacete! O que está acontecendo, ele enlouqueceu? Ele não pode fazer isso.
Mas ele faz. Arranca as luvas especiais. Com a maior naturalidade abre a caixa. Torna a virar-se para seus superiores e sorri, enquanto enfia os braços dentro da caixa. Trás à tona, um em cada mão, dois filhotes de gatinho.
Alguém me contou ter visto um vídeo assim na internet. Eu não assisti, mas tenho pensado nele – e decidi transformá-lo em palavras. Serve de reflexão sobre o mundo em que vivemos.

8) O fato que gerou a história narrada foi:

A) os astronautas no subúrbio americano.               B) a epidemia que ameaça se espalhar.
C) o silêncio e a falta de outros seres humanos.      D) a caixa encontrada, com os filhotes de gatinho.

Leia e depois responda a pergunta:

[..] Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.   ( BUDA)

 9) A finalidade principal do texto é:

 A) convencer.                         B) relatar.                     C) descrever.                               D) informar.


Leia o poema a seguir.

O casaco
Manoel de Barros

 Um homem estava anoitecido.
Se sentia por dentro um trapo social.
Igual se, por fora, usasse um casaco rasgado
e sujo.
Tentou sair da angústia
Isto ser:
Ele queria jogar o casaco rasgado e sujo no
lixo.
Ele queria amanhecer.

10) Com base na leitura do texto, uma pessoa anoitecida é

(A) uma pessoa que gosta da noite.                       (B) uma pessoa alegre e otimista.
(C) uma pessoa triste e solitária.                            (D) uma pessoa brilhante e criativa.


Leia o texto a seguir e responda.

                                                                          VALORES PERDIDOS

Minha infância foi em Corumbá-MS, onde nasci e vivi, era repleta de brincadeiras como “pega-pega”, “amarelinha”, “passa anel” “peteca”, “roda” e várias outras que cercavam as crianças da época. Lembro-me que havia uma inocência no brincar em que a amizade e o respeito eram valorizados.
[...].
Quando cheguei aqui em campo Grande, não tinha prédios, poucas ruas asfaltadas, o bairro onde vivo até hoje, era tranquilo, não tinha muitos bandidos ou qualquer outro tipo de vandalismo. Caminhávamos tranquilamente pelas ruas admirando os passantes e os lugares. Tomar o chimarrão e o tererê nas calçadas era algo mais comum.
Lembro-me de algo que marcou bastante minha vida, foi o dia em que minha mãe morreu. Fiquei muito triste, senti-me mal e cheguei a pensar: “o que seria de mim?”, mas com o passar do tempo superei e hoje ficaram as boas lembranças de quem amo muito.
Diante desses fatos, para mim a vida de antigamente era bem melhor, pois não existia tanta desgraça como hoje, não tinha tanta droga, vândalos, gangues e o estresse da sociedade atual.
Comparando a sociedade atual e a de antigamente muitas coisas se perderam as pessoas ficaram mais violentas além de fofocas caluniosas. Sou Gilma Flores, tenho 60 anos, nasci em 23 de maio de 1952 e esse é o meu sentimento ligado ao aprendizado dos anos que apesar de às vezes lamentar, alegro-me em ver tudo que posso ensinar e continuar aprendendo.
                                                                                                   Aluna:Annie Caroline/Turma: 7 ano

11) O tema desse texto é

 (A) amizade da infância.                                                   (B) a relação de pais e filhos.
 (C) valores perdidos de uma infância.                              (D) violências que ocorre na família.

Leia crônica abaixo e responda as próximas duas questões:

A OUTRA NOITE

                Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, deLua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
                Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para mim:
                – O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
                – Mas, que coisa. . .
                Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
                – Ora, sim senhor. . .
                E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite" e um "muito obrigado ao senhor" tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei
.
        (BRAGA, Rubem. A outra noite. In: PARA gostar de ler: crônicas. São Paulo: Ática, 1979.)

Vocabulário: 1. torpe: repugnante   2. veementes: animados

12) Como era a noite vista pelo taxista e pelo amigo do narrador?

(  A ) calor e chuva              (  B ) vento e chuva                       ( C ) luar lindo          (D  ) lua cheia

13) Considerando a maneira como é narrada, a reação do taxista (no final), pode-se inferir que ele ficou:

(  A ) sensibilizado com a conversa                                            ( B  ) curioso por mais informações.

(  C ) agradecido com o presente.                                               (  D ) desconfiado com o pagamento